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Oh, my...
Sabe quando você pensa que está tudo tão ruim e confuso na sua cabeça que você pensa que é impossível ficar pior? Pois é, é extamente nessas horas que fica pior.
Dia dos Namorados. Eu sei, já passou, já foi, já ficou pra trás esse daia infame, mas... ô diazinho miserável, viu? Fora as crises depressivas típicas ainda acontece um evento pra lá de desgradável que só serviu pra me mostrar que esse dia é realmente pra riscar do calendário.
Fui assaltada. Eu e uma amiga minha, na verdade. Calma, fica melhor. Bem na minha rua. Praticamente na porta da casa dela. Lisa, como sempre, eu só tinha 3 reais. Minha amiga tinha 2. Imagino que o filho da puta ficaria puto com a gente não fosse... o meu celular. Sim, porque a anta aqui *TINHA* que estar com o celular na mão. Bom, talvez tenha sido melhor. O desgraçado pediu o celular e passou a mão nos nossos ombros mandando a gente andar devagar e não olhar pra trás. O bastardo tinha uma faca, então, lógico, que eu não olhei pra trás. Entramos na casa da mãe de outra amiga nossa e comunicamos o evento. é uma merda muito grande mesmo, não?
Obviamente, como ser insuportavelmente racional que sou, agradeço por não ter sido pior. Sim, porque a rua de baixo estava deserta e o cara, apesar de franzino, era forte. Pelo menos pra duas mulheres era. Imagina o que passou pela minha cabeça quando aquele miserável colocou o braço nos nossos ombros, né? Tudo calminho, como se ele fosse um grande amigo nosso. O que aliás, o vigia infame da minha rua achou que fosse. Idiota.
É, eu sei que poderia ter sido bem pior. Nem minha carteira o desgraçado levou. Levou o celular que era novinho e... eu tinha acabado de colocar crédito! Mas menos mal. Só que não adianta, sabe? Dá raiva, dá medo e dá angústia ter que sair de casa pra ir pra UFMA e só voltar às 8 da noite. O assalto foi às 5:30 da tarde, em plena luz... da tarde!
Mas lembra do que eu disse post passado? Pois é, com Luciana, too much is not enough. Como se não bastasse o evento de sábado, ontem me chega um moleque que é surtado com a minha cara e não pode me ver que vem pedir. A besta aqui sempre dá uns centavos pra ele e o bastardinho anda cheio das confianças. Pois ontem dá um puta azar desse guri me encontrar na parada quando eu cheguei da UFMA (8 da noite). Luciana, mais lisa do que nunca (aqueles eram meus últimos 3 reais) fala pra ele que não tem, mas o diabo do pivete é insistente e pede passe. Digo que não posso porque eles estão contados. Aí, na maior das caras de pau, o desgraçadinho diz "me arranja então esse teu relógio, tia, eu te devolvo amanhã". E a minha cara? E a minha raiva?! Caralho! Eu sempre dei dinheiro pra esse pivete sem serviço e esse moleque sem vergonha vem pedir meu relógio? Fabriquei meus últimos 50 centavos (pras xérox de hoje) e dei pra ele e falei pra ele não fazer mais essa graça comigo. A pergunta: eu mereço? Dessa vez eu acho que não.
Agora Luciana está totalmente paranóica achando que o primeiro ladrão, se me encontrar de novo, vai ficar puto por eu ter bloqueado o celular (e segundo minha amiga, ele me chamou de saidinha porque eu tentava insistentemente pedir pra ele largar a gente). E acha também que o segundo, o pivete miserável, vai acabar descobrindo onde eu moro e aí mesmo que eu não vou ter paz! Sim, porque se eu ficar nessa de dar 50 centavos pra esse guri todo dia eu gasto 15 reais por mês sustentando o moleque! Puta que pariu, antes de adotar alguém eu teria que ter condições, não?
É uma merda muito grande mesmo. Agora tenho uma maratona de provas e trabalhos que começa amanhã e não consigo me concentrar. Durmo até tarde, não prego o olho pela noite e toda vez que pego um texto pra estudar, me vem a maldita imagem daquele bastardo, filho da puta, miserável que assaltou a gente sábado. E que ainda botou uma faca perto do pescoço da minha amiga!
Hell!
Hasta.
"They spun a web for me"
Escrito por Lu Vøx às 13h36
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