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Mas que porra!

Ah, há quanto tempo eu não falava um palavrão sem censuras por aqui. Aliás, nem sei porque andava me censurando. Usando um PQP em vez da boa e velha puta que pariu. Bom, então já que hoje é um dia sem censuras vamos lá: que porra!!!

Alívio... er... nem tanto. Se fosse simples assim, era só sair xingando pela casa, pelas ruas, pela net, por aí. Mas já ajuda. Adivinha o que foi hoje? Um dia mala.

Antes, a boa (?) notícia. Ainda estou vazia. É, parece que meu absurdo platônico que realmente não dá está meio capenga dessa vez. Ah, e acredite-me Selph, quando eu digo que não dá é porque não dá mesmo. Sabe como se você se apaixonasse pelo seu... sei lá, tio, padrasto, essas coisas? Não que seja um caso incestuoso o meu, mas... vai no rumo. Mas, enfim, é simplesmente desfuncional e absurdo.

Anyway, a coisa que não dá, feliz ou infelizmente, continua não dando. E eu não sei se isso é bom ou ruim. Hoje no ônibus estava pensando que ter raiva dos sentimentos é melhor do que não ter noção de que eles estão ali. Aliás, ô lugarzinho propício pra devaneios existenciais, viu? Não aquele Campus lotado das duas da tarde, é claro, mas aquele São Francisco das oito e meia da noite, quase vazio só com a cobradora mala olhando pra mim como se eu fosse um ET, esse é o lugar. Com meu fiel escudeiro (discman) na bolsa e uma seleção de músicas mais "down", Luciana viaja nas idéias mais infames e/ou depressivas que aparecerem. Viaja tanto que passa da parada, ó que beleza! Melhor assim, ando um pouco e queimo umas calorias extras. Só que nove horas da noite e perto de uns terrenos baldios que tem por aqui não são exatamente os melhores momento e local para andar, né?

Né. Né... né... que coisa mais maranhense. Parece com o he-hein. Hu-hum. Ontchi (ontem). Marromeno. Tá, eu não falo "ontchi" nem "marromeno", mas né é um clássico. E he-hein acaba viciando a gente. He-hein, Luciana, mas pra que diabos tu estás falando nisso???

Falta de assunto. Saco cheio. Acontecimentos inoportunos que gostam de acontecer em horas inoportunas. Pessoas que surgem do nada para encher o saco. E elas... ah, elas... as lembranças.

Ao cacete com essas lembranças, mulher! Nossa, que inferno, ando pensando que nem uma adolescente ultimamente. "Ah, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me entende!" Que droga! É a desgraça de ficar pulando fases. Não fiz essas reclamações no tempo certo, olha no que deu! Deu nisso. Luciana. Blergh...

Hum... será que...? Não é possível. Não é possível que eu tenha *realmente* ficado tão adolescente assim de novo! Será o benedito que é o infame dia dos namorados que vai me derrubar mais uma vez? Ah não! Essa nem eu mereço! São 21 anos, Luciana! E uns... er... sei lá, acho que desde os 17 me incomodo com essa história. Porra, 4 anos??? Aff... Caramba, dia dos namorados é o cúmulo do clichê!

Hehe, é... a verdade é que eu não sou especial, porra nenhuma (tá, acho que já deu de palavrão por hoje). Sou clichê! Clichê e adolescente! Clichê, adolescente e... depressiva! Clichê, adolescente, depressiva e... estudante de Psicologia. Clichê, adolescente, depressiva, estudante de Psicologia e... rumo ao descompensamento! Que... clichê!

Ótimo. O auto-deboche de vez em quando é uma mão na roda. Já estava aqui me aprontando pra dar uma choradinha no travesseiro, mas essa conclusão foi demais! Agora vou rir um pouco da minha pateticidade (eu e meus neologismos), ir pro espanhol logo mais, estudar pras minhas 3 provas de segunda e terça, terminar de ler o maldito do Freud, começar a estudar pra prova de Aprendizagem, pesquisar sobre Jung e Victor Frankl, estudar pro seminário de Fundamentos e de Consciência e... Nossa! Como tem coisa pra fazer! Ótimo! Stress. Ruim, mas já é menos irritante do que deppressão.

Hasta.

"Stuck on the end of this ball and chain
And I'm on my way back down again
"



 Escrito por Lu Vøx às 01h24 [] [envie esta mensagem]



Oh, hell...

Por quê? Por que as pessoas insistem em encher meu saco fora de hora? Não, sério, parece que elas escolhem a hora mais imprópria pra começar a perturbar minha quietude. É impressionante!

E eu nem posso fazer nada. Não dá vontade, quando eu penso nas conseqüências, que serão mais encheções de saco. Fazer o que, né? Voltar a curtir o vazio, oh yeah!

Fasezinha escrota essa, viu? Pior que eu nem sei porque eu estou assim. Não é como de outras vezes, que eu tava na minha eterna fossa platônica ou ainda, levado mesmo meu primeiro fora na minha primeira tentativa de transcender o platonismo (transecender o platonismo? wow!). É uma depressão gratuita, do nada, que não tinha hora melhor pra aparecer. Resolveu se juntar às outras pessoas e encher o meu saco na hora mais imprópria do mundo.

Bom, e tem alguma hora propícia pra depressão, por acaso? Whatever. A verdade é que eu estou fugindo, sabe? Do passado, pra variar. Do meu passado, melhor dizendo. E eu vou bem além de UFMA e Comunicação, mas de mim mesma. Só que o problema é que ele me persegue. E ele é mais rápido que eu. Daí, eu me pego escutando certas músicas e lembrando de mim mesma. Egocentrismo pouco é bobagem, não?

Ah, que raiva. Aliás, que nem é raiva mais, é desânimo já. Eu desisto. É isso o tempo todo, eu melhoro, comemoro e caio no poço de novo. Levanto, dou uns passos e tropeço de novo. Sempre isso. Ô rotinazinha ingrata, viu? De manhã é mais fácil fugir dela. Tem trocentos textos pra ler, aulas e meu interesse pela Psicolgia cresecendo cada vez mais. Mas de noite é diferente. De noite eu não consigo estudar direito, não tenho aulas e... não sei. De noite eu fico estranha. De noite eu fico com aquela angústia antipática e aqueles pensamentos infames.

E ainda tem platonismo à vista. Oh, boy, why? É, eu sei, eu tava reclamando que quando não estou com minhas paixões platônicas inúteis me sinto vazia, mas... caramba, eu não agüento mais! E pior que dessa vez nem tem a menor possibilidade de sair do platonismo. E eu nem quero! É, eu sei que parece um paradoxo, mas é que eu tenho o dom de escolher a coisa mais absurda do mundo pra me apaixonar. Mas sabe absurdo? ABSURDO!

Tá, eu vou explicar (ou tentar). Não é como se eu tivesse me apaixonado por um carinha lindo e maravilhoso que eu, do alto da minha baixa auto-estima, tenho a certeza de que nunca vai olhar pra mim. Nada disso. Isso é fácil demais, comum demais. Também não é como se eu tivesse perdidamente apaixonada pelo Bono, querendo trucidar a esposa dele e fugir pra Dublin para conquistá-lo. Isso também seria comum demais. Não se trata de ser algo impossível. É algo absurdo! É se apaixonar por uma pessoa perfeitamente normal, comum, ordinária, imperfeita, fora dos padrões de beleza da sociedade, mas que simplesmente... não dá! Mas sabe não dá? Pois é, não dá!

É aquela coisa que vem do nada, me aporrinha a paciência por um bom tempo e volta ao nada de onde não deveria ter saído novamente. Bom, não exatamente ao nada, afinal, uma vez apaixonada platonicamente, sempre fica aquela bendita cicatrizinha podre que causa recaídas fenomenais. Assim foi na 8ª série, assim foi no 2º ano, assim foi no 1º período de Comunicação e assim vai continuar a ser. Maldito seja Freud, explicando esse fetiche miserável!

Mas sabe qual é o problema maior nisso tudo? Eu tenho vergonha. Vergonha e raiva. E ainda assim não dá pra evitar. Que praga!!!

You know what? Chega. Eu não agüento mais essa vida. Tem que haver algum meio disso acabar. Tem que haver em algum lugar alguém que me salve desse vício infame! Que merda, tem que haver alguém que se apaixone por mim ao mesmo tempo em que eu me apaixone por ele e que seja alguma coisa... possível, não absurda, simples!

E hasta!

"The lights go out and I can't be saved
Tides that I tried to swim against
Have brought me down upon my knees
Oh I beg, I beg and plead
"



 Escrito por The Fly (Lu Vøx) às 01h26 [] [envie esta mensagem]



Now what?

I'll tell you what. A chuva cai, os raios ameaçam os postes da imprestável da Cemar e Luciana volta a se sentir depressiva novamente.

Por quê? Porque chove. E é noite. E quando chove e/ou é noite, é tempo de recordar. E recordar é viver, não? Não. Recordar é... é o quê? Ah, sei lá. Só sei que não é das minhas atividades preferidas não.

E hoje nem tem TPM pra culpar. Simplesmente estou depressiva porque... estou depressiva. Estou, de novo, pensando no que não devia e me angustiando por causa do passado, do presente e do futuro. E isso é roça.

Mas eu sabia! Eu tinha certeza! Eu andava muito... "un-depressed" ultimamente. Mesmo com mil motivos pros fantasmas voltarem, eles não vinham. Agora entendi o que eles estavam fazendo. Estavam esperando pelos outros, pra poderem fazer um só viagem e chegarem todos de uma vez. E bem num fim de semana, ó que beleza! Só porque não tem nenhuma distração maior.

Claro, claro, sempre tem a maldita prova de Fundamentos, mas quer saber? Ao cacete com essa cadeira! Se eu tirar nota baixa de novo, dane-se! Eu não suporto essa matéria, é uma chatice sem par, uma antipatia muito grande! Podendo estar gastando meu tempo estudando pras outras cadeiras, não, tenho que ralar os neurônios porque essa professora é o que chamam de "o cão". Aff...

Aff mesmo. Minha vida se resume à UFMA. Eu só falo da UFMA. No meu blog, qual o meu assunto? UFMA. Nas conversas com os amigos? UFMA. Com a família? UFMA! Com os amigos da UFMA? UFMA também! Ou seja, Luciana = UFMA. E essa minha relação de amor e ódio com esse lugar está me estressando. Nada acontece na minha vida além da UFMA!? Será possível?

Será. Será e é! Aliás, não, aliás nada, é isso mesmo. Nada acontece comigo fora da UFMA. Ou seja, nada acontece comigo! A não ser as coisinhas estressantes, irritantes ou intrigantes da... UFMA!

E por falar em intrigante, adivinha o que ainda está na minha cabeça? Isso mesmo! A maldita pergunta! Lógico! Eu não disse que ia pensar nessa história um bom tempo ainda? Pois é. E tem outra razão pra isso insistir em não sair da minha cabeça, mas depois eu conto. Ou não, nem sei. São coisas constrangedoras de Luciana mesmo, melhor deixar pra lá.

Ai... pensamentos infames novamente. Why, oh boy, why? Porque sim, ora! Porque... é isso. Há 21 anos eu me conheço, sei que vivo deprimindo, des-deprimindo, deprimindo, des-deprimindo e ainda não me acostumei? Assim não dá né? Tá, Luciana, tu estás te sentindo vazia. Grande novidade! Os únicos momentos quando você não está vazia é quando você se apaixona platonicamente como... er... digamos assim... sempre acontece! E quãndo acontece, o que você faz? Deprime! Agora você não está apaixonada, nem platonicamente, nem não-platonicamente. E o que você faz? Deprime! É, eu sou podre.

E lá chegou a segunda-feira. Aula de Fundamentos. Texto que eu li e não entendi bulhufas. Aula de Teorias da Consciência. Bom, vá lá, é até bem legal a aula de Consciência. Aulas de... Neurofisiologia. Em uma palavra: Blergh! Aliás, nem blergh, não vejo a cara do professor há umas 3 semanas. Que bom!

Quarta é o dia da maldita prova. E quarta também continuam os seminários da Gestalt. Pobres das outras equipes... além de saírem da tortura psicológica (literalmente, hehehe!) da prova de Fundamentos, vão encarar o hermano que vai achar de fazer uma pergunta pra um deles, elogiar a resposta ou criticar e me deixar ainda mais intrigada pela falta de crítica ou elogio à minha resposta. Argh!!!!

Quer saber? Deixa eu voltar pra minha depressão.

Hasta!

"I’ve gotta tell you what a state I’m in..."



 Escrito por The Fly (Lu Vøx) às 01h20 [] [envie esta mensagem]